Peças De Teatro Polêmicas Ou Proibidas Antigas

Não devia de. O senhor é de fora, meu companheiro porém meu inusitado. Mas talvez por isso mesmo. Falar com o inusitado deste modo, que bem ouve e logo distanciado se vai apesar de, é um segundo proveito: faz do jeito que eu falasse mais mesmo comigo. Mire encontre: o que é ruim, dentro de nós, a gente perverte sempre por arredar mais de si. Para quer dizer que o muito se fala?

Riobaldo como catador de logoi. Este “muito falar” nasce de uma indispensabilidade, exatamente como o testemunho. 19 Mas esse Riobaldo não é um jagunço característico, no final das contas ele não só sabe super bem o idioma, como até já se engrandece de tua suprema memória. Não nos esqueçamos que ele é também professor, como na alcunha com a qual Zé Bebelo o trata.

Este loquaz ex-jagunço narra para um esquisito, doutor, homem de letras. E nós – homens de letras – lemos isto tudo da pena de um autor implícito, assim como ele doutor e homem de letras, contudo um inusitado ao mundo de Riobaldo. Percebemos, desse modo, que a figura do “senhor” receptor da história poderá ser interpretada em tão alto grau como o leitor como o respectivo autor implícito. Este último, por sua vez, constrói-se como um coletor de logoi do sertão.

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Ele coleciona histórias, a vox populi. Ele é uma espécie de Lumpensammler. Ao invés da figura (aristocrática) do escritor que trabalha no gabinete, ele faz teu trabalho de escrita a começar por um arquivo resultado de teu trabalho como “catador”. Benjamin, no seu “Paris do Segundo Império em Baudelaire”, comentou este poeta, autor não apenas do poema “O vinho dos trapeiros”, contudo assim como de uma especificação do trapeiro que aproxima esta figura urbana moderna do trabalho do respectivo poeta. Uma das características mais importantes desta sofisticada construção história é propriamente esta mistura de referências.

Como por exemplo, pela capacidade em que o texto se fornece como uma longa história das aventuras do personagem Riobaldo, este se torna uma espécie de aedo, com o perdão do jogo de expressões evidente, ele se revela um Rio-bardo. A própria voz história se torna, deste jeito a protagonista. Para finalizar gostaria de tomar duas passagens, como que episódicas, que permitem enfatizar esta ligação do romance rosiano com a confissão e o testemunho.

Refiro-me à passagem narrada por Jõe, o “caso de Maria Mutema e do Padre Ponte” e ao julgamento de Zé Bebelo. Estas duas passagens – das mais conhecidas do romance – têm uma a confissão auricular, a outra o testemunho no teu centro. Jõe conta que Maria Mutema, “mulher em preceito sertanejo”, de repente havia perdido teu marido.

Logo após, ela se tornou fervorosa religiosa e passou a frequentar assiduamente a igreja. Estas visitas tinham por objetivo mais as suas confissões com o Padre Ponte (pai de 3 moças), que eram infindáveis e a todo o momento pareciam escandalizá-lo muito. 21 Finalmente o padre adoeceu e morreu. Aparentemente, porém de forma incompreensível, ele morrera de excedente de confissão. Vinte e dois Assim ela libertou de si seu terrível segredo: ela matara seu marido derramando chumbo em seu ouvido no tempo em que ele dormia e depois teria mentido ao Padre Ponte em suas confissões, dizendo que havia matado o marido por causa dele. Com isto teria levado o padre ao sofrimento e à morte. Mute-ma presa, clamou por “perdão e castigo”.

E concretamente, depois de passar por “culpa e júri”, na cadeia de Arassuaí o público afluiu para lhe perdoar. Ao final concluíram que teu arrependimento humilde e desgosto a estavam tornando em santa. A conexão entre nosso canal auricular e os atos de fala confessionais e testemunhais é da maior relevância.